domingo, 30 de agosto de 2009

10 -Ases de Outros Tempos

No que respeita às origens do Sporting Clube Campomaiorense foi possível recorrer a fontes escritas e publicadas na própria época em que o clube foi fundado. Em 1926 publicavam-se em Campo Maior dois jornais: O Campomaiorense e o Notícias de Campo Maior. Foram eles que serviram para a recolha de informações respeitantes aos anos 20. Depois, a censura, a repressão das ideias e da cultura, tornaram impossível a livre expressão do pensamento. Os jornais desapareceram. Ficou apenas a lembrança dos tempos idos na memória das pessoas que viveram os acontecimentos. Na falta de outros testemunhos sobre a vida do Sporting Clube Campomaiorense nos anos 30 e 40, restava o recurso ao testemunho directo dos que construíram o passado desportivo do clube.

Assim, foram realizadas uma série de entrevistas a antigos jogadores do Campomaiorense. Trata-se de documentos de grande importância para a história do clube e, apesar de já terem sido publicados no Notícias de Campo Maior, em data recente, optou-se por integrá-los neste pequeno livro de homenagem e comemoração dos 75 anos de vida do Sporting Clube Campomaiorense. No conjunto, os seis entrevistados, reportam factos e vivências que, vão desde meados dos anos 30 até aos tempos actuais, preenchendo um período de mais de sessenta anos. Ou seja, desde os tempos das balizas às costas, até ao da participação nas grandes competições. O seu tempo foi o do amadorismo, do Campomaiorense a disputar campeonatos utilizando apenas os recursos locais. Depois deles as coisas mudaram. Entraram em campo os profissionais.

(As entrevistas foram transcritas utilizando um discurso tão fiel quanto possível às palavras dos entrevistados , para que o leitor possa ter acesso directo a testemunhos que, só por si, têm um valor inestimável e um grande interesse informativo).

(clique nas imagens em baixo, ou ao lado, para ver as entrevistas de cada um destes Ases de Outros Tempos do Sporting Clube Campomaiorense)

O "FERRINHOS"JUSTO VALENTEO "NANITA"O "ZÉ MÁRIO"O "CABEÇA DE TELHA"PEDRO MORCELA

Ferrinhos Justo Valente Nanita Zé Mário C. Telha Pedro Morcela



O "FERRINHOS"

O "FERRINHOS"

JUSTO VALENTE

O "JUSTO VALENTE"

O "NANITA"

O "NANITA"

O "ZÉ MÁRIO"

O "ZÉ MÁRIO"

O "CABEÇA DE TELHA"

O "CABEÇA DE TELHA"

PEDRO MORCELA

PEDRO MORCELA


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

11- Palmarés do Sporting Clube Campomaiorense

CAMPEONATOS

DISTRITAIS

III DIVISÃO

NACIONAL

II DIVISÃO

II DIVISÃO B

II DIVISÃO

DE HONRA

I DIVISÃO

I LIGA

TAÇA DE

PORTUGAL

1945/46
1946/47
1947/48
1948/49
1949/50
1950/51
1951/52
1952/53
1953/54
1954/55
1955/56
1956/57
1957/58
1958/59
1959/60
1960/61
1961/62 1961/62
1962/63
1963/64
1964/65
1965/66
1966/67
1967/68
1968/69
1969/70
1970/71 1970/71
1971/72
1972/73 1972/73
1973/74 1973/74
1974/75 1974/75
1975/76 1975/76
1976/77 1976/77
1977/78 1977/78
1978/79 1978/79
1979/80 1979/80
1980/81 1980/81
1981/82 1981/82
1982/83 1982/83
1983/84 1983/84
1984/85 1984/85
1985/86 1985/86
1986/87 1986/87
1987/88 1987/88
1988/89 1988/89
1989/90 1989/90
1990/91 II B
1991/92 II B
CAMPEÃO 1992/93 1992/93
1993/94 1993/94
1994/95 1994/95
1995/96 1995/96
1997/97 1997/97
CAMPEÃO 1997/98 1997/98
1998/99 1998/99 (Final)
1999/00 1999/00
2000/01 2000/01
2001/02 2001/02

uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

sábado, 29 de agosto de 2009

Estrela Vermelha vai herdar uma vivenda

Um dos mais conhecidos adeptos do Estrela Vermelha quer deixar ao clube a sua vivenda em herança. «Quando morrer quero que a minha casa pertença ao clube que amei toda a vida», disse Miodrag Milosavljevic, lê-se no «Pressonline».
"Mile, o sérvio", como é conhecido, quase morreu, por três vezes, por causa de derrotas do Estrela Vermelha. Em 1953, depois de uma derrota frente ao Partizan, por 2-7, em jogo da final da Taça da Jugoslávia. O adepto sofreu um enfarte e teve de passar um mês hospitalizado.

Quatro anos depois, quando a equipa foi eliminada pela Fiorentina, nas semifinais da Taça UEFA, Mile ficou tão desolado que dormiu «sobre os carris em Florença», à espera que um comboio o matasse. No entanto, alguém acabou por tirá-lo do local.

Noutra meia-final europeia, frente ao Panathinaikos, em 1970, quase se intoxicou «com álcool e nicotina», tendo de ser assistido numa unidade hospitalar.

Apesar de já ser reconhecido entre os adeptos, a popularidade Mile aumentou desde que anunciou a "oferta". Tanto que já diz que o seu funeral «será maior que o do Marechal Tito», presidente da antiga Jugoslávia.

domingo, 23 de agosto de 2009

12- E chegou o tempo dos profissionais

No que respeita a Campo Maior, a vila que nos anos 20 tivera algum crescimento bem testemunhado com a construção de novos bairros, fora do perímetro das antigas muralhas, em parte destruídas para que a povoação pudesse crescer, voltou a estagnar no decurso dos anos 30.

Também para o Sporting Clube Campomaiorense, esta década constituiu um período muito obscuro. O clube não participava em campeonatos regionais. Limitava-se a esporádicos desafios com agrupamentos de terras vizinhas. Não tinha campo em condições e os transportes difíceis tornavam impraticáveis as deslocações mesmo a curtas distâncias.

Com a construção do campo da bola a que foi dado o nome do seu promotor – Capitão César Correia – que o construiu para ser utilizado por uma equipa da Casa do Povo, de acordo com as orientações da política corporativa do salazarismo – tornou-se possível para o Campomaiorense aspirar a voos mais ambiciosos, porque o seu presidente de então teve a inteligência e a habilidade diplomática para tornar o novo campo acessível aos treinos e jogos do clube.

Na década de 40, o Sporting Clube Campomaiorense pôde finalmente filiar-se na Associação de Futebol de Portalegre. Consegue o êxito retumbante de ascender à II Divisão que disputa desde a época de 1945/46 até à de 1950/51, época em que desce à III Divisão Nacional que se tinha começado a disputar desde a época de 1947/48. Disputa a III Divisão durante a decada de 50.

Na década de 70, o Campomaiorense consegue fixar-se definitivamente nos campeonatos nacionais de futebol, permanecendo na III Divisão até à época de 1989/90.

Não era fácil, nesta altura, manter um clube a disputar um campeonato nacional, devido aos condicionalismos financeiros, e só devido à carolice de alguns dirigentes, que muito deram ao clube, era possível continuar na competição. Com a Revolução de 25 de Abril de 1974 de permeio, o Campomaiorense começa então a recrutar jogadores oriundos de outras localidades.

As condições financeiras do clube eram poucas para poder sustentar atletas a título profissional. Havia que encontrar soluções, e verifica-se então um fenómeno, que era comum a outros clubes na altura: como o clube não podia suportar os ordenados dos jogadores, era-lhes proposto um emprego nas fábricas de torrefacção de café. Era uma óptima solução que permitia ao clube dispôr de atletas sem ter qualquer encargo. Muitos desses atletas acabaram por se radicar em Campo Maior, onde, ainda hoje, têm a sua vida profissional e familiar estabilizada.

Foi assim que o Campomaiorense, sob a presidência de Manuel Rui Azinhais Nabeiro (1973/90), conseguiu permanecer na III Divisão Nacional durante 18 épocas consecutivas, de 1973 a 1990.

Bem poderemos afirmar que a década de 90, foi a “década de ouro” para o Sporting Clube Campomaiorense.

É precisamente a partir da época 1990/91 que se verifica uma aposta forte no futebol em Campo Maior. Rui Nabeiro deixa a presidência do clube, passando a presidente honorário, sendo sucedido pelo seu filho, João Manuel Nabeiro, actual presidente do Campomaiorense. Com o apoio das empresas, João Manuel Nabeiro tinha objectivos bem definidos para o Sporting Campomaiorense: levar o clube ao mais alto nível do futebol em Portugal.

E o objectivo foi conseguido. Em apenas cinco anos, o Campomaiorense conseguia chegar à Primeira Divisão. Tudo começou na época de 1990/91, com a subida à II B. Na época seguinte, 1991/92, o Campomaiorense conseguiu a ascensão à II Divisão de Honra, classificando-se em primeiro lugar. No final dessa época, disputando o título de campeão nacional da II Divisão, o Campomaiorense venceu todos os jogos e sagrou-se campeão, embora na secretaria lhe fosse retirado esse mesmo título, devido a um problema de ordem burocrática e não desportiva.

Na II Divisão de Honra, a partir da época 1992/93, o Campomaiorense começou então a criar estruturas para poder dar “o salto”. Foi na época 1994/95 que o clube apostou na subida à primeira divisão. Houve festa em Campo Maior. O objectivo foi conseguido, pela mão de Manuel Fernandes. O nome deste treinador vai ficar para sempre ligado à história do clube, por ter sido o primeiro a conseguir levar o Campomaiorense à primeira divisão.

Na época de 1995/96, na primeira divisão, o clube pagou um pouco o preço da inexperiência na alta roda do futebol e acabou por descer de divisão. Mas a aposta da direcção mantinha-se e, na época seguinte, agora pela mão de Diamantino Miranda, o Campomaiorense conseguia ascender novamente ao escalão máximo do futebol português, sagrando-se simultaneamente campeão nacional da II Divisão de Honra.

Desde então, época 1997/98, que o Campomaiorense permanece no convívio com os maiores do nosso futebol. Agora, que entrámos no novo milénio, e depois de nova descida à II Liga, esperamos que o Campomaiorense possa, já esta época, regressar ao convívio dos grandes do futebol português.


João Nabeiro e Diamantino Miranda erguem a Taça de Campeões nacionais da Divisão de Honra

Manuel Fernandes, o primeiro técnico a conseguir levar o Campomaiorense à 1ª divisão nacional

Sporting Clube de Portugal esteve no jogo da consagração para entrega das faixas aos campeões

Comendador Rui Nabeiro também recebeu a faixa de campeão

João e Rui Nabeiro (filho e pai) com as faixas de campeões

Na subida houve festa no relvado e......

...nas bancadas


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

13- Figuras dos últimos tempos

De toda a sua história, com muitos êxitos pelo meio, a segunda metade da década de 90, foi aquela em que o Sporting Clube Campomaiorense mais se notabilizou, ao chegar ao topo do futebol português. Independentemente do que possa surgir no futuro, a subida à primeira divisão nacional irá ficar escrita a ouro nas páginas da sua história.

A aposta foi da direcção do clube, liderada por João Manuel Nabeiro, mas o êxito tem que ser repartido por atletas e equipa técnica. Manuel Fernandes é o treinador que irá ficar para sempre ligado à história do clube, por ser o primeiro a conseguir levar o Campomaiorense à primeira divisão.

Manuel Fernandes, coadjuvado por António Oliveira, nessa época de 1994/95, contava com um plantel composto pelos seguintes vinte e nove atletas: Paulo Renato, Du, Vítor, Sardinha, Arriaga, Azinhais, Sousa, Aurélio, Octaviano, Quim, Lito, Jorge Neves, Gila, Nuno Luís, Rui Jorge, Eurico, Joel, Sérgio, Rudez, José Albano, Emanuelle, Arnaldo, Luís Canhoto, René Rivas, Manguinhas, Bruno Silva, Zézé Gomes, Jorge Silvério, Jimmy e Quim Dias. De registar que neste plantel constavam apenas dois atletas naturais de Campo Maior, Tomás Arriaga e João Azinhais, que conseguiram subir desde a III até à 1.ª Divisão, sempre com a camisola do clube da sua terra.

Com a subida de divisão consumada, Manuel Fernandes manteve-se no comando técnico da equipa na época seguinte (1995/96). Como estreante na primeira divisão, as coisas não correram da melhor forma para o Campomaiorense, sendo então tomada a decisão de afastar Manuel Fernandes do comando técnico da equipa quando iam decorridas onze jornadas. Diamantino Miranda, actual treinador, foi o escolhido para comandar a equipa, sendo então coadjuvado pelo Professor Fidalgo Antunes. O plantel era então constituído pelos seguintes atletas: Paulo Renato, Brundin, Paulo Torres, Gila, Portela, Beto, Octaviano, Bruno Silva, Vítor Manuel, Sérgio, Joel, Álvaro, Stoilov, Stefan, Sousa, Jorge Silvério, Eurico, Nuno Afonso, Azinhais, Paulo Sérgio, Arriaga, Jimmy, Nuno Luís, Sardinha, Stevanovic e Jovo.

Ao novo técnico era pedida a manutenção na primeira divisão, objectivo que não foi conseguido por apenas um ponto. O Campomaiorense regressava então à II Divisão de Honra na época 1996/97, com o objectivo renovado de subir novamente à primeira divisão. Diamantino Miranda, que continuou à frente da equipa, construiu um plantel que conseguiu ascender novamente à 1.ª divisão, para além de se sagrar campeão nacional da II Divisão de Honra. O plantel era constituído pelos seguintes atletas: Paulo Sérgio, Portela, Eurico, Jorge Ferreira, Virgilio, Joel, Vítor Manuel, Jorginho, Gonçalves, Gabriel, Stoilov, Reinaldo, Valente, Serginho I, Serginho II, Abel Silva, Sousa, Arriaga, Álvaro, Piteira, Luís Canhoto, Nuno Carranca, Mohamed, Nuno Luís, Sérgio Paulista, Vítor Bernardes e Sérgio Barbosa.

Depois de conseguir subir à primeira divisão, devido a algumas divergências com a direcção, Diamantino Miranda abandonou o cargo de treinador do Campomaiorense. Para iniciar a época 1997/98, o escolhido foi Bernardino Pedroto para o comando técnico da equipa, tendo como adjunto José Pereira. Os resultados não estiveram de feição para com este treinador e, à passagem da sétima jornada, Bernardino Pedroto era substituído por João Alves. O plantel dessa época era o seguinte: Basílio, Leonel, Luís Miguel, Madureira, Paulo Sérgio, Vítor Bernardes, Jorge Ferreira, Eurico, Nuno Luís, Mohamed, Sousa, Joel, Nuno Carranca, Vítor Manuel, Jorginho, Reinaldo, Laelson, Welington, René Rivas, Vincze, Zoran, Nuno Campos, Gallardo, Branquinho, Vidais, Yuri, Viqueira, Correa, Marinho, Isaías e Demétrios.

O “luvas pretas”, que na época anterior tinha conseguido a melhor classificação de sempre do clube – o 11.º lugar -, iniciou a época 1998/99 à frente da equipa. Para enfrentar essa temporada João Alves constituiu o seguinte plantel: Paulo Sérgio, Jorge Ferreira, Luís Miguel, Basílio, Sousa, Vítor Manuel, René Rivas, Laelson, Welington, Isaías, Hugo Gomes, Demétrios, Nuno Campos, Kiko, Nélson, Jorginho, Poleksic, Nélson Morais, Mauro Soares, Marco Almeida, Carlos Fernandes, Rogério Matias, Ronaldo Barbosa, Joel Cabral, Paulo Miranda, Bruno Mendes, Marco Silva, Luís Canhoto, Serginho, Quim Machado e Sabugo.

Mais uma vez as coisas não correram de feição para o treinador da equipa que, à passagem da 13.ª jornada chegou a acordo com a direcção para abandonar o clube. As restantes jornadas foram cumpridas com José Pereira, seu adjunto. A manutenção foi alcançada e José Pereira conseguiu nessa temporada um feito inédito no clube: chegar à final da Taça de Portugal. Na final o Campomaiorense saiu derrotado pelo Beira Mar e José Pereira acabou por ser demitido do cargo de treinador.

Para orientar a equipa na época seguinte, 1999/2000, o escolhido foi Carlos Manuel, coadjuvado pelos adjuntos Agatão e Madureira. Carlos Manuel aceitava o desafio que lhe havia sido proposto, para essa época e constituiu o seguinte plantel: Paulo Sérgio, Poleksic, Beke, Bruno Mendes, Rogério Matias, Cao, Torrão,, Mário Jorge, Welington, Poejo, Laelson, Abílio, Demétrios, René Rivas, Marco Silva, Constantino, Hélder Garcia, Jorginho, Jorge Ribeiro, Sousa, Hugo Gomes, Cristiano, Mickey, Sandro, Hugo Cunha, Waldo, David, Arley e José Soares.

Na época seguinte, 2000/2001. Carlos Manuel continuou à frente do comando técnico da equipa, agora com o objectivo traçado pela direcção que passava por classificar a equipa nos dez primeiros lugares da tabela. Para enfrentar esse desafio, Carlos Manuel constituiu o plantel com os seguintes elementos: Rocha, Duka, Detinho, Marco Almeida, Beke, Bruno Mendes, Patacas, Paulo Sérgio, Hélder Garcia, Torrão, Cao, Sandro, Ristic, Poleksic, Poejo, Zaharievski, Constantino, Cañete, Carlos Alberto, Miguel Vaz, Jorge Ribeiro, Mário Jorge, Jorginho, José Luís, Sousa e Laelson.

Carlos Manuel também não resistiu aos maus resultados e à passagem da 11.ª jornada rescindia como clube. Diamantino Miranda, que já havia treinado o Campomaiorense, trocou Felgueiras por Campo Maior e regressou para treinar a equipa, trazendo como adjuntos o Professor Jorge Castelo e Luís Matos.

Foi neste período que a direcção do Campomaiorense decidiu apostar numa estrutura mais profissionalizada do clube, criando o lugar de Director Desportivo, lugar esse ocupado por António Fidalgo, um técnico que também fez história no clube como treinador.

Chegado ao clube, Diamantino Miranda, em conjunto com António Fidalgo, efectuou alguns reajustamentos no plantel, tendo sido dispensados sete atletas: Constantino, Ristic, Zaharievski, Hélder Garcia, Cañete, Sousa e Carlos Alberto. Para colmatar as dispensas, foram entretanto contratados os seguintes atletas: Bruno da Rocha, Nuno Gomes, Filipe Azevedo, Palácios, Roberto, todos eles no período de inscrições de Dezembro. Já no mês de Março o Campomaiorense efectuou ainda duas aquisições, Semedo e Paulo Vida.

Apesar das mudanças e reestruturações efectuadas na equipa, o Campomaiorense não conseguiu alcançar os seus objectivos e foi despromovido à II Liga. Os responsáveis do clube apostaram novamente em Diamantino Miranda para orientar a equipa, com o objectivo de regressar novamente à I Liga. Tal como aconteceu no plantel, também a equipa técnica sofre alterações, com Diamantino Miranda a ter como adjuntos Canan e Conhé, e como preparador físico o professor Manuel Henriques.

Para conseguir o regresso à I Liga, Diamantino Miranda conta com os seguintes atletas: Paulo Sérgio, Carlos Fernandes, Paulo Morais, Patacas, Leandro, Beke, Duka, Tomás Pereira, David Roldan, Miguel Vaz, Cão, Nuno Gomes, Nauzet, Carlos Martins, Plaza, Vargas, Pedro Ferreira, Marco Cadete, Filipe, Devigor, Chuiquinho, Jorginho, Detinho, Vasco Matos, Paulo Vida e Wellington.


Equipa que subia à I Divisão pela 1ª vez 1994-95

Equipa que subia à I Divisão pela 2ª vez 1996-97

Equipa 1998-1999

Equipa 1999-2000

Equipa 2000-2001


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

sábado, 22 de agosto de 2009

Voltou a jogar na I Divisão aos 45 anos

Recentemente, foi notícia o menino de 12 anos que se estreou, pela mão do pai-treinador, na primeira divisão boliviana. Agora, o insólito etário e o oposto.
Anthony de Avila é notícia na Colômbia. O avançado tornou-se no passado domingo no jogador mais velho a actuar no campeonato colombiano. Avila tem 45 anos e esteve em campo na quarta jornada no empate do seu América de Cali com o Desportivo Pasto (entrou aos 77 minutos). O anterior recorde era de 44 anos.

Anthony é um «globetrotter» do futebol (já jogou em quatro países e representou o América três vezes) e um caso inusitado. Terminou a carreira em 1999 ao serviço dos equatorianos do Barcelona e volta 10 anos depois para jogar pelo clube do coração, o América de Cali onde apareceu em 1983. O veterano avançado representou a Colômbia em dois Campeonatos do Mundo (1994 e 1998) e causou enorme polémica em 1997 quando dedicou um golo a dois narcotraficantes ex-accionistas do América.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Futebol - Sorteios da AF Portalegre

Para conhecimento dos clubes filiados e demais interessados, informamos que os sorteios das Competições Distritais da presente época desportiva 2009/2010, serão realizados no próximo dia 22 de Agosto do corrente ano, na Sala de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre.

domingo, 16 de agosto de 2009

14- Uma figura emblemática

Num dos capítulos deste livro, fizemos referência e demos a conhecer alguns dos “ases de outros tempos” do Sporting Campomaiorense, que envergaram a camisola do clube nas mais variadas épocas, desde as suas origens. Certamente muitos outros seriam dignos, e merecedores, de referência no âmbito da vida do clube ao longo dos anos, pelo esforço e dedicação que emprestaram ao Campomaiorense.

Se desde os primórdios do Campomaiorense, em cada fase e década da sua vida, houve atletas merecedores de especial referência, também nas mais recentes páginas da história do clube encontramos um que, com todo o mérito, é merecedor de especial destaque. Trata-se de Arriaga, um atleta que não conheceu outro clube a não ser o Sporting Clube Campomaiorense.

Tomás Arriaga foi, talvez, o último atleta natural de Campo Maior a envergar a camisola do clube, depois de uma vasta carreira em todos os escalões. Arriaga foi o único atleta de Campo Maior que conheceu todos os momentos de glória do clube, integrando o plantel da equipa que subiu da terceira à segunda divisão, da segunda à divisão de honra, e da divisão de honra à primeira divisão. E como nem tudo são alegrias, Arriaga conheceu o sabor amargo da derrota quando o Campomaiorense desceu da primeira divisão à divisão de honra. Na época seguinte, na condição de capitão de equipa, voltou com o Campomaiorense à primeira divisão. Abandonou o futebol quando tinha 32 anos de idade, no ano de 1997, deixando atrás de si um vasto currículo como futebolista, defendendo sempre as cores da sua terra.

Começou a praticar futebol, aos seus 12 anos de idade, nos iniciados do Campomaiorense, na época de 1977/78. Foi subindo nos escalões etários do clube, passando sucessivamente pelos juvenis e juniores, até ingressar, na época de 1982/83, definitivamente, no plantel sénior do clube. Depois de atingir o escalão máximo dentro do clube, Arriaga cumpriu oito épocas na terceira divisão nacional, duas épocas na segunda divisão B e três épocas na divisão de honra, num total de treze temporadas, culminando com a subida à primeira divisão nacional para a qual contribuiu com o seu esforço, dedicação e brio profissional e, sobretudo, pelo exemplo que deu aos seus companheiros e adversários, quando capitão de equipa, ora apoiando e incentivando uns, ora toldeando e respeitando outros.

Depois de abandonar a carreira de futebolista profissional, que chegou a ser, Arriaga não se desligou do futebol na sua terra. Desde essa altura, e até aos dias de hoje, Arriaga faz parte da equipa técnica que acompanha as camadas jovens do clube que tão boa carreira têm desenvolvido. Por estes atributos, e como exemplo para as camadas mais jovens, não só do clube, Tomás Arriaga é merecedor deste destaque nas páginas da história do Sporting Clube Campomaiorense.


Tomás Arriaga, o capitão, jogou sempre no Campomaiorense

Tomás Arriaga


Tomás Arriaga recebeu Faixa de Campeão


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

15- Os treinadores

Época

Divisão

Treinadores

1994/1995 II Honra

Manuel Fernandes/António Oliveira/Canan

1995/1996 1ª Divisão

Manuel Fernandes/António Oliveira/Canan (até à 11ª jornada)

Diamantino Miranda/Fidalgo Antunes/Canan (desde a 12ª jornada)

1996/1997 II Honra

Diamantino Miranda/Fidalgo Antunes/Canan

1997/1998 1ª Divisão

Bernardino Pedroto/José Pereira/Canan (até à 7ª jornada)

João Alves/José Pereira/Canan (desde a 8ª jornada)

1998/1999 1ª Divisão

João Alves/José Pereira/Fidalgo Antunes/Canan (até à 13ª jornada)

José Pereira/Fidalgo Antunes/Canan (desde a 14ª jornada)

1999/2000 1ª Divisão

Carlos Manuel /Francisco Agatão/Madureira/Canan

2000/2001 1ª Divisão

Carlos Manuel /Francisco Agatão/Madureira/Canan (até à 11ª jornada)

Diamantino Miranda/Jorge Castelo/Luís Matos/Canan (desde a 12ª jornada)

2001/2002 II Honra

Diamantino Miranda/Manuel Henriques/Conhé/Canan

No quadro acima apresentam-se apenas os treinadores do Campomaiorense desde a época de 1994/1995 até à presente data. Sabemos que muitos outros treinadores passaram por Campo Maior, que foram importantes, e aqui prestaram bons serviços ao clube, como foram os casos de Gañan, Álvaro Lima, Vítor Nozes, Jacinto Marques, Raúl Sousa, António Fidalgo, Álvaro Carolino, António Simões, entre outros, mas optámos por elaborar o quadro apenas desde a época da subida à primeira divisão.

Nesse mesmo quadro verifica-se que Canan trabalhou como treinador adjunto de todos os outros que passaram pelo clube. Canan foi, na terceira divisão, atleta do clube, tendo ficado ligado ao Campomaiorense, depois de abandonar a sua carreira de futebolista, como técnico. Para além de já ter trabalhado com as camadas jovens do clube, Canan tem pertencido sempre à equipa técnica da equipa principal.

Para além de Canan, não nos podemos esquecer de um outro elemento que também se encontra ligado ao Campomaiorense há cerca de 12 anos. Trata-se de do Professor Manuel Henriques, um técnico que por diversas vezes tem assegurado, de forma interina, o comando técnico da equipa, nos momentos de transição da chefia da equipa técnica. A última vez que isso se verificou foi esta temporada de 2000/2001, aquando da saída de Carlos Manuel. Manuel Henriques orientou o Campomaiorense no jogo em que a equipa venceu em Paços de Ferreira, antes de Diamantino Miranda ter assumido o comando técnico da equipa. Manuel Henriques, depois de ter passado pelo cargo de coordenador do futebol juvenil, desempenha actualmente o cargo de preparador físico da equipa principal treinada por Diamantino Miranda.


Por ser o primeiro treinador a levar o Campomaiorense à Primeira Divisão, Manuel Fernandes merece destaque



uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

sábado, 15 de agosto de 2009

Jogadores que embaraçam os relatadores desportivos portugueses...

Caraglio. O argentino Milton Caraglio é o mais recente terror dos relatadores desportivos de rádio e televisão. Joga no Rosario Central e por isso só é motivo de preocupação para os argentinos. No entanto, as boas prestações já despertaram a atenção do seleccionador Maradona.

Kona. Thomas Kona, o internacional sub-21da Eslováquia e defesa do Sparta Praga.

Bobó. O médio da Guuiné Bissau esteve 16 anos em Portugal. Passou por clubes como Boavista, Estrela da Amadora, Marítimo e até FC Porto. No entanto o nome só supreendeu no primeiro ano.

f***. Franco f*** dividio a carreira entre a Alemanha , Suiça e Áustria. Foram 18 anos de tormento para os relatadores Portugueses.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sorteio do Campeonato Nacional da 2ª Divisão

O sorteio do Campeonato Nacional da 2ª Divisão para a época 2009/2010 realizou-se esta segunda-feira no Auditório Manuel Quaresma, na sede da Federação Portuguesa de Futebol.

Eis os resultados do sorteio:

ZONA NORTE
1 - USC Paredes
2 - Vieira SC
3 - Moreirense FC
4 - Gondomar SC
5 - Lusitânia FC (Lourosa)
6 - SC Vianense
7 - Padroense FC
8 - Boavista FC
9 - Merelinense FC
10 - AD Lousada
11 - FC Tirsense
12 - Aliados Lordelo
13 - FC Vizela
14 - CA Valdevez
15 - GD Ribeirão
16 - SC Espinho

ZONA CENTRO
1 - GD Tourizense
2 - CD Mafra
3 - AC Marinhense
4 - Sertanense FC
5 - Académico Viseu FC
6 - CD Tondela
7 - FC Pampilhosa
8 - Vitória FC (Pico)
9 - GDR Monsanto
10 - Eléctrico FC
11 - SC Praiense
12 - SC Esmoriz
13 - FC Arouca
14 - União Desportiva da Serra
15 - Clube Operário Desportivo
16 - Oliveira do Bairro SC

ZONA SUL
1 - CF União
2 - UD Santana
3 - Marítimo Madeira "B"
4 - Atlético CP
5 - Real SC
6 - GD Igreja Nova
7 - GD Lagoa
8 - Odivelas FC
9 - Louletano DC
10 - AD Camacha
11 - CD Pinhalnovense
12 - CF Estrela da Amadora
13 - Atlético SC (Monsaraz)
14 - AD Pontassolense
15 - SCM Aljustrelense
16 - Clube Oriental Lisboa

- Matriz de Jogos -
1ª Jornada (06.09.2009): 1-3, 14-5, 12-7, 10-9, 8-11, 6-13, 4-15, 16-2;
2ª Jornada (20.09.2009): 3-16, 5-1, 7-14, 9-12, 11-10, 13-8, 15-6, 2-4;
3ª Jornada (27.09.2009): 3-5, 1-7, 14-9, 12-11, 10-13, 8-15, 6-2, 16-4;
4ª Jornada (04.10.2009): 5-16, 7-3, 9-1, 11-14, 13-12, 15-10, 2-8, 4-6;
5ª Jornada (25.10.2009): 5-7, 3-9, 1-11, 14-13, 12-15, 10-2, 8-4, 16-6;
6ª Jornada (01.11.2009): 7-16, 9-5, 11-3, 13-1, 15-14, 2-12, 4-10, 6-8;
7ª Jornada (07.11.2009): 7-9, 5-11, 3-13, 1-15, 14-2, 12-4, 10-6, 16-8;
8ª Jornada (15.11.2009): 9-16, 11-7, 13-5, 15-3, 2-1, 4-14, 6-12, 8-10;
9ª Jornada (29.11.2009): 9-11, 7-13, 5-15, 3-2, 1-4, 14-6, 12-8, 16-10;
10ª Jornada (06.12.2009): 11-16, 13-9, 15-7, 2-5, 4-3, 6-1, 8-14, 10-12;
11ª Jornada (13.12.2009): 11-13, 9-15, 7-2, 5-4, 3-6, 1-8, 14-10, 16-12;
12ª Jornada (20.12.2009): 13-16, 15-11, 2-9, 4-7, 6-5, 8-3, 10-1, 12-14;
13ª Jornada (03.01.2010): 13-15, 11-2, 9-4, 7-6, 5-8, 3-10, 1-12, 16-14;
14ª Jornada (10.01.2010): 16-15, 2-13, 4-11, 6-9, 8-7, 10-5, 12-3, 14-1;
15ª Jornada (17.01.2010): 15-2, 13-4, 11-6, 9-8, 7-10, 5-12, 3-14, 1-16.

Eléctrico: Chega o goleador Joca

O Eléctrico acabou de contratar um verdadeiro reforço. Falamos de Joca, ponta de lança que jogava no Sertanense. Natural de Oliveira de Azeméis e a 2 meses de fazer 28 anos, o novo jogador da nossa equipa foi formado no FC Porto e no Feirense. Depois disso passou pelo São Roque e pelo Bustelo dos distritais onde mostrou qualidade, que lhe permitiu dar o salto para a Oliveirense da 2ª Divisão B, em 04/05. Nessa época fez 20 golos, naquele que foi seguramente um dos melhores anos da sua época desportiva. Depois passou pelo Mafra e pelo Nelas. Há dois anos começou a época no Esmoriz, mas saiu a meio da época, ingressando no Sertanense, onde reencontrou a sua veia goleadora. Este ano juntou ao título de Campeão da 3ª Divisão Nacional, mais de uma dezena de golos. Com 1,81m e 80 kg, Joca é um atleta muito lutador e possante que nunca vira a cara à luta. Pode também jogar a guarda-redes...É que no jogo Sertanense - Peniche, o guarda-redes da Sertã foi expulso, Joca calçou as luvas, e na sua primeira intervenção fez uma excelente defesa... É muito bom para Amândio Barreiras ter atletas polivalentes, mas o que se lhe vai pedir é golos, e isso o novo reforço do Eléctrico já provou que o sabe fazer. Boa sorte!!

Fonte: Site do Clube

domingo, 9 de agosto de 2009

16- Um viveiro de estrelas

A década de 90 foi, efectivamente, A “década de ouro” para Sporting Clube Campomaiorense. Foi neste período que se verificou uma aposta forte no futebol, com o objectivo de levar o clube até ao mais alto nível do futebol português.

Esse objectivo foi conseguido em apenas cinco anos, mas, para tanto, foi necessário recrutar atletas de um outro nível, mais elevado, que garantissem uma qualidade e eficácia que coadunassem com os objectivos propostos. Com a profissionalização dos atletas, e treinadores, do clube, muitos foram os que tiveram a honra de vestir a camisola e representar o Sporting Clube Campomaiorense ao longo dos anos. Seria exaustiva a lista de todos os jogadores que passaram por Campo Maior durante a chamada “década dourada” do clube, pois foram muitos.

Todos eles, sem excepção, contribuíram para os êxitos alcançados nos vários períodos de ascensão do clube. A grande maioria desses atletas, conhecidos na altura, acabaram por passar despercebidos com o decorrer dos anos. Porém, outros houve a quem aconteceu precisamente o contrário e, ainda hoje, são nomes sonantes do futebol português. O Sporting Clube Campomaiorense acabou por ser, nalguns casos, um clube que serviu de rampa de lançamento para alguns jogadores singrarem na ribalta do futebol nacional e internacional.

Os casos mais evidentes são os de Litos, actualmente no Boavista, João Manuel Pinto, no Futebol Clube do Porto, Beto, no Sporting Clube de Portugal e Lito no Belenenses. Todos eles, na fase inicial da sua carreira, vestiram a camisola do Campomaiorense, em várias e distintas épocas. Bem se pode dizer que foi o Campomaiorense que os catapultou para a ribalta do futebol.

Para além dos jovens atletas, outros já consagrados, também por aqui passaram e deram o seu contributo para o enriquecimento e grandeza do Campomaiorense, como foi o caso do brasileiro Isaías, que depois de representar o Boavista, o Benfica, e ter jogado na Inglaterra, defendeu as cores de Campo Maior com um enorme sucesso durante duas temporadas.

Se os atletas que referimos, depois de representarem o Campomaiorense, conseguiram chegar ao mais alto nível do futebol nacional e internacional, um deles ultrapassou todas as expectativas e é hoje um dos melhores avançados da Europa, e talvez do mundo. Estamos a falar de “Jimmy”, actual atleta do Chelsea de Inglaterra. Que melhor descrição para a passagem deste jogador por Campo Maior do que aquela que o jornal Record, na sua edição de 27 de Março de 2001, fazia, quando o atleta se encontrava em Portugal por ocasião do jogo Portugal – Holanda, de apuramento para o mundial de 2002, que acabou empatado a duas bolas, e no qual “Jimmy” marcou um golo.

André Macedo, jornalista do referido diário desportivo escrevia:

“Em cinco anos o avançado holandês tornou-se num dos avançados mais caros: o Chelsea pagou cinco milhões de contos ao Atlético Madrid. Mas m 1995 ninguém o queria. Sobrou o Campomaiorense.

O herdeiro da camisola 10 holandesa, que pertenceu a Ruud Gullit e Dennis Bergkamp, tem sido nos últimos jogos Jerrel Floyd Hasselbaink. Escrito assim, é possível que se repare apenas no exotismo do apelido.

Mas a verdade é que esconde um futebolista bem conhecido pelo público português: um tal Jimmy, avançado poderoso que já passou pelo Campomaiorense e Boavista, e é hoje o goleador do clube mais pretensioso de Londres, o Chelsea. Vale quase cinco milhões de contos e o Barce­lona parece já tê-lo fixado para alargar para sete a coló­nia de holandeses da equipa.

Jimmy faz hoje (dia 27 de Março de 2001) 29 anos. Mas não é apenas por isso que próximos dias ganham uma importância invulgar. O facto de estar em Portugal tem um efeito especial. Foi aqui, mais precisamente em Campo Maior, que relançou uma carreira futebolística que parecia condenada ao fracasso.

Aos 23 anos ninguém dava um escudo por Jimmy. Consideravam-no medíocre. Gozavam com a forma pouco elegante e desengonçada como caminhava: sempre com os pés para os lados, como o Pato Donald. Era isto que o chamavam. E insistem em chamar, mas com sorrisos contidos. Só agora vale os tais cinco milhões de contos e até o desconfiado Van Gaal o convoca para a selecção.

É por esta razão que Campo Maior vale como um amuleto para o goleador. Afinal, não foi apenas o comendador Nabeiro a fazer fortuna nesta pequena Vila alentejana, tam­bém Jimmy a fez. Aliás, começou a fazer. Chegou para se treinar à experiência durante cinco dias. Bastaram dois para que Manuel Fernandes lhe descobrisse o que os treinadores da melhor escola do futebol europeu nunca tinham reparado. Que Jimmy é um avançado poderosíssimo: 1,80 metros de músculo, elasticidade e gula pela baliza. Trinta e quatro golos pelo Atlético de Madrid, mais de 20 pelo Leeds; 12 pelo Campomaiorense e 20 pelo Boavista. O que lhe falta em técnica sobra em força e tenacidade.

«Manuel Fernandes teve muita visão. É um grande treinador. Deu-me a oportunidade de jogar futebol», repete em português escorreito, sublinhando que «há dívidas que nunca se conseguem pagar»”, referiu Jimmy.

Bem se pode dizer que o Campomaiorense serviu, ao longo destes anos, de viveiro para atletas de alta competição que conseguiram atingir o mais alto nível nas suas carreiras, dos quais Jimmy é o melhor exemplo. Quem sabe, num futuro próximo, mais jogadores que por este clube passam, não irão conseguir atingir o estrelato.

Jimmy com João Nabeiro e Pedro Morcela

Jimmy com João Nabeiro e Pedro Morcela


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

17- Um clube para além fronteiras

Por ser uma vila do interior, Campo Maior não escapou aos efeitos nefastos provocados por alguns fenómenos sociológicos que se verificaram no início da década de sessenta. Neste período, a guerra colonial levava os mais novos para os campos de África. Simultaneamente, começava o êxodo de pessoas para as grandes cidades do litoral e para o estrangeiro.

Tal como noutras localidades portuguesas, onde as dificuldades económicas mais se faziam sentir, também em Campo Maior se verificou um enorme êxodo de pessoas, procurando no estrangeiro melhores condições de vida. Fruto desta situação criaram-se vários aglomerados de imigrantes campomaiorenses nalguns países, principalmente na Europa. Bélgica, França e Luxemburgo, foram os destinos privilegiados pelos Campomaiorenses, que ainda hoje ali se encontram radicados.

Embora distantes, nunca esqueceram a sua terra natal e com ela mantêm contacto, normalmente através da imprensa, acompanhando tudo o que por lá vai acontecendo. E o fenómeno desportivo, nomeadamente o futebol, amplamente divulgado pelos quatros cantos do mundo, não é naturalmente esquecido. Entre outras coisas, será, naturalmente, um prazer e uma honra para qualquer Campomaiorense emigrado ver o clube da sua terra na televisão e nos jornais.

O espírito de sacrifício e abnegação destas gentes, aliado à vontade e necessidade de manter laços estreitos com a sua terra natal, levaram a que a comunidades emigradas nos vários países se organizassem por forma a manterem vivos os seus usos e costumes. A necessidade de manter vivas as suas origens fizeram com que estas pessoas se organizassem, das mais variadas formas, quer a nível cultural quer desportivo. Era necessário, e imperioso, ocupar as horas de lazer com actividades desta natureza, promovendo essencialmente o convívio entre todos aqueles que se encontravam, e encontram, longe da sua terra natal.

E assim nasceu o Sporting Clube Campomaiorense de Bruxelas, a primeira e única filial do clube até ao momento. Tudo aconteceu no ano de 1982 quando um grupo de campomaiorenses radicados naquele país se juntou e decidiu organizar-se, em torno da actividade desportiva, com o principal propósito de fomentar o convívio entre as diversas comunidades emigradas.

Inicialmente o clube, que contava nas suas fileiras apenas com campomaiorenses emigrados, dedicava-se a organizar jogos de convívio com outras comunidades originárias de Portugal, que já existiam, como era o caso do Futebol Clube do Porto ou do Boavista. A partir de então o Sporting Clube Campomaiorense passou também a ser conhecido além fronteiras. O entusiasmo foi tanto que, no ano seguinte, em 1983, os fundadores e responsáveis pelo clube, decidiram filiar-se na Associação Trabalhista de Futebol na Bélgica. Com muito esforço e alguma ajuda do “clube mãe” o Campomaiorense de Bruxelas começou a participar nos campeonatos organizados pela referida Associação. Ano após ano, o emblema de Campo Maior foi conseguindo a sua afirmação nesta competição, até que, na época de 1997/1998 conseguiu sagrar-se campeão da quarta divisão da Associação de Futebol Trabalhista da Bélgica.

Para além do êxito conseguido além fronteiras, defendendo o emblema do clube da sua terra, os campomaiorenses radicados em Bruxelas não ficaram alheios aos êxitos conseguidos pelo Campomaiorense em Portugal. A prova mais evidente disso mesmo foi dada no ano em que, pela primeira vez, o Sporting Clube Campomaiorense conseguiu ascender à primeira divisão nacional. No dia da consagração desse feito, expressamente vindos de Bruxelas, os responsáveis da filial do clube na capital da Bélgica, deslocaram-se a Campo Maior para participar na festa e oferecer uma lembrança aos dirigentes, marcando com este gesto a sua presença num dia histórico para o Campomaiorense.

Devido à iniciativa e esforço de um grupo de campomaiorenses emigrados na Bélgica, que criaram a primeira filial do clube, naquele país, bem se pode dizer que, hoje, o Sporting Clube Campomaiorense é um clube conhecido, respeitado e com prestígio, também além fronteiras.

Sede do Campomaiorense em Bruxelas


Emigrantes presentes na festa da subida


Equipa do Campomaiorense de Bruxelas

uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

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