quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Das Origens à actualidade 1926-2001 / O Livro do Sporting Campomaiorense

Nota dos autores

O Sporting Clube Campomaiorense é uma das mais antigas instituições do nosso concelho. Na altura em que cumpre 75 anos de existência entendemos por bem levar a cabo este trabalho, de investigação, sobre as origens e o percurso do clube desde a sua fundação até à actualidade. Foi um trabalho difícil, mas gratificante, que os actuais dirigentes do clube em boa hora abraçaram, por forma a deixar para a posteridade um documento que relata a história do clube.

A todos os que, de qualquer maneira, contribuíram para criar, manter e desenvolver este projecto que é hoje o Sporting Clube Campomaiorense, com 75 anos de história, dedicamos este livro que tem como principal objectivo fazer alguma luz sobre o passado e o presente do clube.

Respeitando todos aqueles que, ao longo de 75 anos de vida do clube, estiveram, e estão, à frente dos seus destinos, não podemos deixar de endereçar uma palavra muito especial ao senhor Estevão Bastos Caldeirão, por ser o único dos fundadores do Sporting Clube Campomaiorense que, felizmente, ainda se encontra entre nós. Muitos foram os que contribuíram com o seu esforço para dar vida e glória a este clube. Não os podíamos nomear a todos, referimos apenas aqueles que ajudam a compreender as principais fases por que a vida do clube passou.

Os autores

Francisco Galego e Joaquim Folgado


João Nabeiro, Presidente do S.C.Campomaiorense, Joaquim Folgado e Francisco Galego, os autores da obra, na apresentação do Livro do Sporting Campomaiorense.

1- Prefácio (Rui Nabeiro)

O Campomaiorense foi, desde sempre, o meu clube de eleição. Outra coisa não poderia ser para quem, como eu, sempre vibrou de entusiasmo por tudo que transporte o nome de Campo Maior.

A minha adolescência e a minha juventude foram vividas em épocas socialmente difíceis e nunca encontrei tempo para a prática do futebol ou qualquer outro desporto, no entanto, muito cedo comecei a acompanhar a equipa do Campomaiorense e a interessar-me pela vida do clube.

Longe vão os tempos em que, domingo após domingo, enchia o meu velho Peugeot de jogadores do Campomaiorense e nos transportávamos para mais um jogo fora de casa.

Na época, os recursos eram muito escassos e aqueles que na nossa terra tinham meios para ajudar o clube, não o faziam. Assim, com as ajudas de uns e de outros, dos mais entusiastas, íamos arranjando o necessário para manter viva a chama do Campomaiorense, que assim atingia gloriosamente a 2ª Divisão Nacional nos anos 60.

O futebol tem a magia de aglutinar paixões, agitar os espíritos e elevar o bairrismo, sobretudo nos meios mais pequenos em que as populações se identificam com o clube da sua terra.

O Campomaiorense tem sido isso mesmo. Uma bandeira de Campo Maior, onde todos os Campomaiorenses se revêem, vibrando pelos seus sucessos e sofrendo pelos seus insucessos, com verdadeira paixão pelo clube.

A vila de Campo Maior muito deve da sua promoção ao Sporting Clube Campomaiorense que tem sido, desde sempre, mas sobretudo nos últimos anos, uma embaixada do nosso concelho, motivando interesse e curiosidade sobre a nossa terra e a nossa gente.

Como Presidente Honorário do Clube, depois de muitos anos à frente dos seus destinos, não posso deixar de expressar o meu mais sincero agradecimento, e homenagem, a todos os atletas, de todas as gerações, e a todos os elementos das várias direcções que, ao longo destes 75 anos, tornaram possível a continuação, e engrandecimento, do nosso Campomaiorense.

Que as gerações vindouras saibam manter viva a chama e que a juventude saiba continuar este sonho de vitória, que sempre nos anima, e que foi capaz de transformar o Campomaiorense num clube de primeira divisão, respeitado, considerado e admirado por muitos, cobrindo de glória e orgulho todos os Campomaiorenses, e não só, por neles se reverem todos os Alentejanos e gentes do interior.

Aos autores desta obra comemorativa do 75º aniversário do nosso clube, o meu apreço e gratidão.

Manuel Rui Azinhais Nabeiro

Presidente Honorário do Sporting Clube Campomaiorense


Manuel Rui Azinhais Nabeiro, Presidente Honorário do Campomaiorense


uma obra de Joaquim Folgado e Francisco Galego

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sport Clube Estrela - 90 anos de história ao serviço do desporto



Com uma história riquíssima, recheada de alegrias e tristezas que são memória indelével do seu passado, onde a dedicação de sucessivas gerações de dirigentes lhe asseguraram a continuidade, o SCE, como outras colectividade vive actualmente tempos diferentes de outras épocas, que o levaram a projectar-se no panorama desportivo regional e nacional.

E como a história se constrói de factos e acontecimentos que marcaram os seus 90 anos de existência, a Direcção actual, presidida por João Martinho resolveu inaugurar, no dia de aniversário, uma sala com espólio da colectividade. Foi uma forma de recordar algo do seu eclectismo, e até figuras emblemáticas que no dirigismo ou como atletas continuam a ser uma referência na vida da instituição de há muito considerada de utilidade pública. Neste contexto, na exposição pode ver-se um acervo documental e fotográfico que inclui fotos, programas, livros de actas, cadernos de publicações, camisolas, troféus, antigas equipas de futebol e de atletas e dirigentes. Casos de Carlos Canário que jogou no SCE e no Sporting Clube de Portugal, e Manuel Milhinhos, um dos fundadores do SCE em 1919, a abrir a porta de uma sede, antigos CTT.

Na vista, a Sala de Troféus, pode imaginar-se quantos feitos fazem parte das actividades do clube, não só no futebol, mas também em outras modalidades desportivas. Antes está a Sala com as fotos dos presidentes que têm passado pela colectividade, homens de muita dedicação e trabalho ao serviço do popular Estrela.

João Martinho
"O clube tem dado muito à cidade"

Na sessão alusiva ao aniversário, o presidente João Martinho teve uma intervenção breve, mas que mostrou a sua preocupação e também espe-rança em relação ao presente e futuro do clube. Consciente que os tempos actuais não são fáceis, João Martinho começou por saudar todos os presentes "numa data importante, os 90 anos do SCE".



Sobre a exposição o presidente observou que "é o historial do clube e tem como objectivo homenagear o seu passado sem esquecer o presente".

Com uma alusão ao significado desta efeméride, João Martinho adiantou que "90 anos não se fazem todos os dias. O SCE tem dado muito à cidade e ao desporto".

Mata Cáceres
"SCE tem prestígio"

O presidente do Município de Portalegre, Mata Cáceres, esteve acompanhado pelos vereadores José Polainas e Ana Manteiga, e técnicos do desporto Pedro Barbas e Filipe Serrote. Felicitando o SCE pelo aniversário, observou que enquanto presidente da CMP não podia alhear-se deste acontecimento evocativo de 90 anos "de uma instituição com prestígio da cidade". Recordou depois tempos passados, o campo da Fontedeira, "uma época em que o SCE esteve para subir à 1ª Divisão". A concluir, felicitou todos os dirigentes que, ao longo dos tempos, têm passado pelo SCE e para António Costa deixou palavras de muito apreço pela sua actividade e dedicação que é conhecida ao Estrela.

António Costa
"Nunca abandonei o Estrela"

António Costa, um sócio com grande dedicação ao SCE, recordou que está há muitos anos ligado ao clube, que "nunca o abandonei, nem nos momentos difíceis". Viveu o aniversário com emoção, e agradeceu a presença do presidente e vereadores da CMP. Sobre a exposição referiu que "tem a ver com os 90 anos do Estrela. Muito havia a contar".

António Costa desejou que sócios e dirigentes continuem com o seu apoio e, por fim, mostrou uma colecção de emblemas do SCE a leiloar no próximo jantar convívio, a realizar no dia 5 de Outubro, no Restaurante "O Martinho", em Castelo de Vide.

A Fundação do Estrela

O Sport clube Estrela foi fundado a 23 de Setembro de 1919, debaixo do centenário Plátano do Rossio, estando na origem um grupo dinamizado pelo entusiasta. Manuel Milhinhos, que haveria de destacar-se como dirigente bastante dedicado ao serviço da colectividade. Manuel Milhinhos -"OMarrana"- para fundar o SCE teve a seu lado Domingos Mourato, José Fonseca, Miguel Sajara, Joaquim Bagina, José Maravilha, Edmundo Mão de Ferro Francisco Pereira, Manuel Caldeira, António Garção, David Paula, Manuel Biquinhos e José Maria Ceia.

A partir deste momento sucederam-se reuniões sempre debaixo do Plátano do Rossio, tendo como testemunhas as estrelas do céu, daí o nome Sport Clube Estrela que conseguiu ser o clube mais representativo do Alto Alentejo entre 1927 e 1934. Foi 13 vezes Campeão Distrital do Alto Alentejo e Campeão Regional na época de 1947/48.

Atletas de valor no SCE

Pelo Sport Clube Estrela passaram atletas de grande valor, casos de Manuel Santana, conhecido como "O Calceteiro"; José Lopes, "o Galveias"; Armando Esteves; Cristóvão Canário (um grande goleador); Luciano Calado, que se transferiu pare o Vitória de Setúbal; Rosa que foi para o S. L. Benfica e Carlos Canário que se transferiu para o Sporting, jogando na famosa equipa "Cinco Violinos", tendo sido o jogador alentejano da época mais vezes internacional, vestindo por 11 vezes a camisola da Selecção; Manuel Santana e José Lopes também se transferiram para o Sporting.

Em 1976/77, o SCE teve uma época brilhante. Esteve a um empate de ascender à 1ª Divisão Nacional. Recentemente entrou para o Guiness sob a orientação de Francisco Barão. Actualmente a sua equipa sénior está no Distrital da AFP.

Centro Convívio para Idosos



Uma das mais valias do SCE é, sem dúvida, o Centro de Convívio para Idosos que surgiu por via de um acordo de cooperação celebrado a 1 de Setembro de 1991, entre o Sport Clube Estrela e o Centro Regional de Segurança Social. Este espaço veio a ser inaugurado pelo secretário de Estado da Segurança Social José Luís Vieira de Castro em 27 de Junho de 1992.

O Centro de Convívio para Idosos do SCE, tem cerca de 320 inscritos e segundas e quintas feiras, através de uma equipa chefiada pelo médico Silva Marques e quinze enfermeiros, presta cuidados de saúde aos idosos/reformados de ambos os sexos.

Os objectivos passam por contribuir para o estabelecimento ou retardamento do processo de envelhecimento; garantir a prestação de serviços adequados à satisfação de algumas das suas necessidades (cuidados de saúde e ocupação), tendo em vista a manutenção da sua autonomia.

João Trindade/Fonte Nova
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